sábado, 24 de outubro de 2009

Aqui tem o primeiro capitulo do terceiro livro da série Crepúsclo.

Capítulo 1 - Ultimato -Bella, -É, eu sinto a sua falta também-. -Muito. -Isso não muda nada. Desculpe,Jacob. Eu passei os meus dedos pela página, sentindo as marcas onde ele havia pressionado a caneta no papel com tanta força que ele quase rasgou. Eu podia imaginá-lo escrevendo isso - desenhando as letras raivosas com a sua escrita áspera, riscando linha após linha quando as palavras saíam erradas, talvez até fazendo a caneta quebrar em sua mão grande demais; isso explicaria as manchas de tinta. Eu podia imaginar a frustração fazendo as sobrancelhas dele se apertarem e enrugando a sua testa. Se eu estivesse lá, eu teria sorrido. Não tenha uma hemorragia cerebral, Jacob, eu teria dito a ele. Bota tudo pra fora logo. Rir era a última coisa que eu tinha vontade de fazer enquanto relia as palavras que eu quase já tinha memorizado. A resposta dele ao meu bilhete de alegações - passado de Charlie pra Billy pra ele, exatamente como na segunda série, como ele apontou - não era surpresa. Eu já sabia a essência do que ele ia dizer antes de abri-lo. O que mais me surpreendia era o quanto aquelas linhas rabiscadas haviam me machucado - como se a ponta das letras tivessem superfícies cortantes. Mais do que isso, por trás de cada palavra raivosa se escondia uma piscina de dor; a dor de Jacob me cortou mais profundamente do que a minha própria. Enquanto eu estava pensando nisso, eu senti o cheiro inconfundível de alguma coisa queimando na cozinha. Em outra casa, o fato de que alguém que não fosse eu estava cozinhando não causaria muito pânico. Eu enfiei o papel amassado no meu bolso de trás e saí correndo. Eu cheguei ao fim das escadas quase sem tempo. O recipiente de molho de espaguete que Charlie tinha enfiado no microondas estava apenas no início da revolução quando eu abri a porta e o tirei de lá. "O que eu fiz de errado?", Charlie quis saber. "Você tinha que ter tirado a tampa antes, pai. Metal não é bom em microondas." Eu rapidamente removi a tampa enquanto falava, derramei metade do molho em uma tigela, depois coloquei a tigela de volta no microondas e guardei o resto de volta no congelador; eu arrumei o tempo e apertei o botão start. Charlie observou os meus arranjos com os lábios torcidos. "Eu fiz o macarrão direito?" Eu olhei para a panela no fogão - a fonte do cheiro que havia me alertado. "Mexer ajuda", eu disse à meia voz. Eu encontrei uma colher e tentei desgrudar a massa que estava pegada no fundo. Charlie suspirou. "Então, pra que é tudo isso?", eu perguntei a ele. Ele cruzou os braços no peito e olhou, pela janela dos fundos, para a chuva caindo. "Eu não sei do que você está falando", ele rosnou. Eu estava confusa. Charlie cozinhando? Qual era o motivo da sua atitude ranzinza? Edward ainda não estava aqui; geralmente Charlie guardava esse tipo de atitude para o meu namorado, fazendo o melhor que podia para ilustrar o tema "mal vindo" com palavras e postura. Os esforços de Charlie eram desnecessários - Edward já sabia exatamente o que o meu pai estava pensando sem esse show. A palavra "namorado" me fez mordiscar a minha bochecha pelo lado interior com uma tensão familiar enquanto eu me movia. Não era a palavra certa, nem um pouco. Eu precisava de uma palavra mais expressiva pra comprometimento eterno... Mas palavras como destino e fado pareciam estranhas quando você as usava numa conversa convencional. Edward tinha outra palavra em mente, e essa palavra era a fonte da tensão que eu sentia. Os meus dentes se apertavam só de pensar na palavra. Noiva. Ugh. Eu me afastei do pensamento. "Eu perdi alguma coisa? Desde quando você faz o jantar?", eu perguntei a Charlie. A massa grudenta boiava na água borbulhante enquanto eu a cutucava. "Ou será que eu devo dizer ‘tenta’ fazer o jantar?" Charlie levantou os ombros. "Não há nenhuma lei que diga que eu não posso cozinhar em minha própria casa Menos

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